Mostrando postagens com marcador Lei. Mostrar todas as postagens
Os 10 mandamentos e o Novo Testamento II: Jesus e a Lei
By : Gabriell StevensonComo dito na primeira parte desta serie, existem pensamentos diferentes quanto a validade dos 10 Mandamentos. Muitos cristãos creem que os 10 Mandamentos permanecem inalterados e válidos para hoje. Outros dizem que são válidos, mas com pequenas ou grandes modificações. Enquanto que um terceiro grupo crê que nada daquilo é mais válido, e que Cristo e os Apóstolos nos trouxeram uma nova Lei. Entre outros tipos de pensamentos.
A Pure Church For Christ crê que nada da Lei, propriamente – e não apenas os 10 Mandamentos –, servem como ordenanças para nós hoje, salvo os que encontram base firme na Lei do Espírito de Vida [Rm 8.2]; que é firmada na Fé e no Amor [Rm 3.21-22, 27 | Rm 13.10]. Exemplos claros de referências da Lei que devemos seguir são: honrar pai e mãe [Êx 20.12 | Ef 6.2]; amar o próximo como a si mesmo [Lv 19.34 | Tg 2.8]; amar a Deus de todo nosso coração, e de toda nossa alma, e com todas as nossas forças [Dt 6.5 | Lc 10.25-28]. Não matar [Êx 20.13 | Rm 13.19]. Entre outras coisas. Contudo, podemos observar alguns acréscimos, ou melhorias nesses mandamentos. Como por exemplo: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” [Jo 15.12]. E: “Qualquer que odeia o seu irmão é homicida...” [I Jo 3.15]. Veja que não devemos mais apenas amar o próximo como a nós mesmos, mas amá-lo como a nós mesmos e como Cristo nos amou; e que o ato de odiar alguém já nos caracteriza como assassinos, e não apenas o fato de matarmos literalmente.
Analisaremos então quais mudanças ocorreram dentre os 10 Mandamentos e como devemos encará-los atualmente:
1. Não terás outros deuses diante de mim. Bem, está claro que se trata de um mandamento ainda válido. Mas para darmos base a isso, vamos ver o que Paulo escreveu: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” [I Tm 2.5].
2. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás... Quanto ao culto idolatra a palavra de Deus, no Novo Testamento, diz: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém.” [I Jo 5.21]. E também: “... porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos?...” [II Co 6.14-16]. E para finalizar: “Não erreis:... nem os idólatras... herdarão o Reino de Deus.” [I Co 6.10].
3. Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. O significado de tomar do nome de Deus em vão é muito debatido, porém muito simples de ser resolvido: vamos averiguar a palavra no original. “Vão” vem o hebraico saw, da mesma raiz hebraica de soah, trasendo um sentido de desolador; seu significado primário é o de “engano”, “mentira” ou “falsidade”. Secundariamente, pode significar algo “inútil”. Podemos então, concluir que tomar o nome de Deus em vão é toma-lo com intenções más – como a mentira, a falsidade e o engano –, ou com intenções inúteis. Falar o nome de Deus, com más intenções e de forma inútil continua sendo pecado, pois a Bíblia diz que o nome de Deus é santo [Mt 6.9].
4. Lembra-te do dia do sábado, para o santificar... Este é um mandamento que fora revogado nos dias do Novo Testamento. Vemos que Cristo se declarou como sendo o Senhor até do Sábado [Mc 2.27-28], afirmando que não era o sábado mais importante que o homem, pois o homem não foi feito para o sábado e sim o sábado para o homem. Hebreus 4.4-10 afirma que podemos entrar no descanso do Senhor [Gn 2.3] por meio de Cristo. Colossenses 2.17 nos adverte que estes sábados eram apenas sombras de coisas futuras (o descanso relatado em Hebreus 4.4-10 é o nosso descanso no Senhor): “... ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.” Gálatas 4.9-11 diz: “Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco.” Perceba que Paulo chama a guarda de dias como um rudimento fraco e pobre e que não precisamos mais servi-los. E, finalizando, Paulo fala em Romanos 14.5-6 que aqueles que fazem diferença entre dias para o Senhor o fazem, mas os que não fazem diferença para o Senhor o fazem, também, não havendo condenação para ninguém: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz...”
5. Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. Horar pai e mãe continua sendo um mandamento para o Novo Testamento, contudo, Paulo acrescenta “... para que prosperes...” na interpretação deste mandamento [Ef 6.2-3]. Também institui ordenanças para os pais em relação aos filhos: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” [Ef. 6.4].
6. Não matarás. Mais um texto que continua, mas que sofreu acréscimos, como já vimos no começo deste texto. Jesus ensinou que: “... qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.” [Mt 5.22]. E o apostolo João nos ensina: “Qualquer que odeia a seu irmão é homicida...” [I Jo 3.15].
7. Não adulterarás. O adultério condenado no Antigo Testamento era efetuado carnalmente, porém, Jesus nos trás uma nova luz a respeito do adultério: “...qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” [Mt 5.28]. Ou seja, o simples fato de cobiçar, desejar, imaginar, já é causa de adultério. Adultério também se tornou assunto de divorcio: “...qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.” [Mt 5.32] E: “...qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” [Mt 19.9].
8. Não furtarás. I Coríntios 6.10 diz: “Não erreis... nem os ladrões... herdarão o Reino de Deus.” E Jesus descreveu que satanás era como um ladrão [Jo 10.10], logo, roubar é o mesmo que assemelhar-se ao diabo, assim como mentir também o é [Jo 8.44].
9. Não dirás falso testemunho. Apocalipse 21.8 diz: “Mas, quanto... a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre...” E quem é mentiroso é filho do diabo, pois ele é o pai da mentira [Jo 8.44].
10. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo. Paulo caracteriza os cobiçosos, ou avarentos, como pessoas das quais devemos sempre mantermos distancia, pois são homens corruptos [II Tm3.2-8]. E, como já vimos, aquele que cobiça a mulher do próximo, além de cometer o pecado da cobiça, também comete o pecado do adultério [Mt 5.28].
Como são bem visíveis, muitos destes textos sofreram mudanças. O Senhor Jesus até mesmo “complicou” a vida de alguns cristãos carnais (como os que gostam de desejar as mulheres em seus pensamentos). Devemos entender que o fim da lei é Cristo [Rm 10.4] e que se formos ensinar às igrejas os mandamentos de Deus, não deveríamos nos utilizar dos 10 Mandamentos dados a Moisés, mas sim os textos do Novo Testamento; mas se usarmos os 10 Mandamentos, que seja apenas para mostrar as mudanças sofridas durante a transição da Antiga para a Nova Aliança [Hb 7.12,18-19; 8.13], senão estaremos ensinando aos cristãos, ordenanças limitadas e fracas. Também não devemos reformular os 10 Mandamentos como a Igreja Católica Romana fez. Mais uma vez eu digo: se formos usar os mandamentos do Antigo Testamento, devemos primeiro encontrar uma base dentro do Novo.
Texto: Gabriell Stevenson
Os 10 mandamentos e o Novo Testamento I: Quais são?
By : Gabriell StevensonMuitos cristãos acreditam que os 10 mandamentos dados por Deus a Moisés ainda são válidos para os tempos do Novo Testamento, contudo, concordam que há mudanças – como, por exemplo, a revogação da guarda do sábado –, enquanto que outros creem que eles permanecem inalterados. Também há certa discordância quanto à divisão destes mandamentos.
Nesta primeira parte da serie sobre Os 10 mandamentos e o Novo Testamento, iremos analisar quais são, de fato, os 10 mandamentos dados por Deus a Moisés. Bem, resumindo, os 10 mandamentos (ou decálogo) é a síntese de toda a Lei de Deus no Antigo Testamento. E eles se encontram primeiramente em Êxodo 20.3-17 (sendo repetidos em Deuteronômio 5.7-21).
“Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos. Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou. Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. Não matarás. Não adulterarás. Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.” - Êxodo 20.3-17
Flávio Josefo, um historiador e apologista judaico-romano, descendente de uma linhagem de importantes sacerdotes e reis, dividia os dez mandamentos da seguinte maneira: o versículo 3 como o Primeiro Mandamento, os versículos 4 a 6 como o segundo mandamento, o versículo 7 como o terceiro mandamento, os versículos 8 a 11 como sendo o quarto mandamento, e os versículos 12 a 17 são do quinto ao décimo mandamento, sendo um versículo para cada mandamento (Antigüidades Judaicas, Vol. 3, Cap. 5 §5). Esta é a mais aceita entre os protestantes.
Agostinho, assim como outros, consideravam os versículos 3 a 6 como um só mandamento, ignorando o versículo 4, mas dividiam o versículo 17 em dois mandamentos, o nono a respeito da cobiça da mulher alheia e o décimo contra cobiçar os seus pertences. A divisão de Agostinho foi adotada pela Igreja Católica Romana. Com o passar do tempo, contudo, a igreja católica alterou demasiadamente as palavras originais de Êxodo 20: 1. Amar a Deus sobre todas as coisas. 2. Não usar o Santo Nome de Deus em vão. 3. Santificar o domingo e festas de guarda. 4. Honrar pai e mãe. 5. Não matarás. 6. Não adulterarás. 7. Não furtarás 8. Não levantarás falsos testemunhos. 9. Não desejarás a mulher do próximo. 10. Não cobiçarás as coisas alheias. As modificações foram inspiradas nas pregações de Jesus.
Perceba que há muita inconsistência entre os pensamentos a respeito dos 10 mandamentos. E por vezes os cristãos ficam se sentindo perdidos com respeito a isso. A nossa proposta aqui é analisar qual seria a divisão mais assertiva, baseada no próprio contexto de Êxodo 20.3-17. Creio que esta seja, com certeza, a divisão feita por Flávio Josefo, pois os 10 mandamentos de Agostinho e os 10 mandamentos atuais da Igreja Católica Romana se mostram incompatíveis com o texto de Êxodo.
Agostinho certamente desprezou o v.4 – descaradamente – pelo fato da Igreja Católica acolher imagens de seus santos; incluir o v.4 feriria o dogma católico quanto à fabricação e culto das imagens. Os “novos 10 mandamentos” propostos pela Igreja Católica Romana foram produzidos apenas para criar um firmamento para a sua doutrina. Como foi dito, eles se inspiraram no contexto de Êxodo, alterando suas palavras com referência às pregações de Cristo. Veja, por exemplo, que a Igreja Católica juntou o 1º e 2º mandamentos num só: amar a Deus sobre todas as coisas. Apesar de ser uma verdade, estas palavras não foram ditas por Deus a Moisés na ocasião [Êx 20.3-6], mas algo semelhante a isso foi dito apenas em Deuteronômio 6.5. O que quero dizer é que existe uma diferença entre prestar culto somente a Deus e amá-lo sobre todas as coisas; nós podemos amar a Deus e podemos amar as demais coisas, porém, só podemos cultuar a Deus e não as demais coisas; e Deus estava claramente falando sobre prestação de culto e idolatria. Também há uma inconsistência entre o 9º e 10º mandamento deles; Deus havia dado os dois como sendo um só mandamento [Êx 20.17]. Essa divisão ocorreu por terem unido o 1º e 2º mandamento, mas excluindo o v.4, como Agostinho fez.
Por estes fatos, podemos concluir que os 10 mandamentos da Igreja Católica não são os mesmos dados por Deus a Moisés. Infelizmente, esta cultura dos “novos 10 mandamentos” da Igreja Católica Romana invadiu as igrejas cristãs protestantes, e comumente estamos ensinando-a em nossas escolas bíblicas ou até mesmo nos departamentos infantis e demais cultos. Se formos realmente ensiná-los, que façamos com fidelidade as Sagradas Escrituras.
Continua...
Texto: Gabriell Stevenson
Vinho e outras bebidas alcoólicas VI: A glória divina
By : Gabriell StevensonA figura divina, especialmente a de Jesus, é frequentemente usada pelos defensores do consumo de bebidas alcoólicas. Usam textos fora de seus contextos sociais, culturais e situacionais para defenderem a sua crença. Todavia, o vinho alcoólico nunca é usado para representar algo divino.
No livro das Revelações, por exemplo, João escreveu:
“Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.” – Apocalipse 14.10
No texto fala-se que a ira de Deus é como um cálice cheio de vinho “não misturado”, puro. Esta pureza indica um vinho sem nenhum tipo de mistura, seja de água ou de fermento. O vinho sem mistura era o chamado vinho doce, aquele que possuía o seu percentual de açúcar normalizado, sem ter sido destruído pelo acréscimo de água ou de fermento. A ira de Deus representa o seu juízo justo e moral contra os pecadores e seus pecados [Jo 3.36 | Rm 2.5-9 | Ap 14.9-11] e apenas um vinho puro e não embriagante poderia representá-lo.
Jesus também usou o vinho como o principio de Seus milagres aqui na terra:
“Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. E disse-lhes: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E levaram. E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho...” – João 2.7-9
Esse vinho – como vimos na parte IV desta série – não era o alcoólico, mas um vinho puro, livre de fermento. Os dados apresentados no artigo sobre as bodas de Caná apresentam fortes razões para rejeitarmos a opinião de que Jesus produziu vinho embriagante e/ou participou de uma festa de glutonarias e bebedeiras. Esse milagre demostrou a soberania de Deus na criação e a glória de Jesus como o Messias. Se Cristo tivesse dado de beber vinho alcoólico para os convidados das bodas, Ele estaria indo contra os princípios de Deus, que ditam o vinho embriagante como sendo alvoroçador [Pv 20.1] e como um caminho de morte [Pv 23.29-32] e que é errado dar bebida alcoólica para o próximo [Hc 2.15a].
Também havia uma determinação quanto ao consumo de bebidas alcoólicas para os sacerdotes:
“Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações; E para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo.” – Levítico 10.9-10
A glória de Deus era o que estava dentro da Tenda da Congregação; a glória representa o caráter de Deus – quem Deus é [Êx 33.18; 34.5-8]. E se a glória de Deus não aceitava a presença de bebida alcoólica dentro da Tenda, não poderíamos crer que era licito consumir bebida alcoólica. Deus considerava imundo todo sacerdote que tivesse consumido álcool; note que Ele não fala a respeito de estar bêbado, mas ao simples fato de terem bebido vinho fermentado ou qualquer bebida forte.
O texto de Levítico aqui citado, não nos serve mais como mandamento, mas apenas como reflexão da relação entre as bebidas alcoólicas e a glória de Deus no período do Antigo Testamento. A Lei Mosaica passou, pois Cristo é o fim da Lei [Rm 10.4]. Contudo, como já fora citado por diversas vezes, ao longo desta serie sobre bebidas fermentadas, encontramos a sabedoria de Deus contra o consumo de bebida alcoólica [Pv 20.1; 23.29-32 | Mt 24.48-51 | Ef 5.18] e contra a ação de dar bebidas para outras pessoas [Hc 2.15].
Perceba que nos três casos demonstrados podemos perceber que a conclusão é sempre a mesma: a glória de Deus não se mistura e nem aceita o consumo de bebida alcoólica. Tanto no Antigo, como no Novo Testamento percebemos conselhos contra o consumo desse tipo de bebida. Eu não posso e nem estou dizendo que consumir bebidas alcoólicas seja pecado, necessariamente. Não posso porque a bíblia não o diz que é. Não estou porque em momento algum eu usei estas palavras (ou alguma parecida): "beber é pecado". Contudo, eu creio e afirmo que Deus não aprova o consumo de álcool. Como resolver essa aparente contradição de minhas palavras? É simples. Pense no divórcio. Deus odeia o divórcio [Ml 2.16], mas não é pecado divorciar-se [I Co 7.10-11]; o pecado está em contrair novo matrimônio se a causa do divorcio tenha sido qualquer coisa menos os motivos tolerados [Mt 19.9 | I Co 7.15]. Do mesmo modo, eu creio que Deus desaprova o consumo de bebidas alcoólicas. Nos dois casos há uma desaprovação da parte de Deus, porque o Senhor sabe a destruição que é causada com o divorcio e sabe, também, que tipo de caminho o consumidor de bebidas alcoólicas está trilhando [Pv 23.29-32]. Acredito que os sentimentos de Deus quanto a essas duas coisas devem ser levadas em consideração.
Veja a mensagem anterior: "Vinho e outras bebidas alcoólicas V: Santa ceia"
Texto: Gabriell Stevenson
Texto: Gabriell Stevenson


